Penso frequentemente
nos poetas de Sidney, Austrália.
Não naqueles que saem nos jornais,
dão entrevistas, publicam livros,
são respeitados e citados;
Mas naqueles que acordam pela manhã,
incertos de si mesmos.
E que, quando caminham pela rua,
não são cumprimentados ou reconhecidos;
são transeuntes quaisquer.
Penso frequentemente
nos poetas de Sidney, Austrália.
Nos milhares de obscura existência,
que se perdem em quartos esquecidos,
nos seus empregos monótonos
e com suas mulheres cotidianas,
cujos versos sem sentido
e de dúbia qualidade,
nunca são lidos.
Suas palavras me corroem o espírito,
nessa mágica universal
que é ser poeta, desconhecido,
de Sidney,
na Austrália.
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