Tanto
COMO ESSAS COISAS
TERMINAM
Antonio Barreto
Temos perpetrado muitas coisas da autoria de Deus.
Temos inventado
borboletas humanas
sobre a relva dos
desejos
e desejado ser humanos
mais que a posse
e o necessário
Quando abreviamos
a tarde
com o estresse das
pedras
entre dedos de restelo
fabricamos
esses muros que
vão embora
Assim
alisamos as idéias
da grama
antes que chegue
a água
para as cócegas
de alguma nuvem
Depois auscultamos:
o computador imóvel
do galo
reprogramóvel
se espatifa no ar
fora do ar
inviolóvel
(De modo que o vento
neurastênico
decepe da tela um
esgalho
desse impossível
pássaro
indissolúvel
com sede de orvalho
apresságil)
Mas D'eus pula dentro
de nós
engravidando a lua
veloz
que mora dentro
da casa
que se acaba de
sonhar
Sobre a Serra da
Moeda agora
o mesmo galíndio
em farrapos
digita seu último
epitáfio
de raios datilográficos
E mendiga a lâmpada
~^~^~^~louca
que baila no céu-da-boca
ao rés do
verde
hemorrágico
Só assim disparamos
melancólicos
pelo vale quase
alcoólico
de cigarras de alúmen
que zinem e zunem
que zinem e zunem
entre os zomens
@rri@ndo @ b@teri@
cósmic@ dos v@g@lovnis.