Clarissa Reis
Curitiba, novembro 1998
 
Guardo no bolso
apenas lembranças.
a silhueta da lua.
a ampulheta destruída.
a ratoeira já velha e
abandonada...
o som da tua voz
que faz eco e requebra
com o repeteco das águas.
o brinquedo frio
pela fúria do vendaval.
o pinheiro tombado
o meu sono... que vem levar...
 
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