"Carlos Drummond de Andrade quis ser homem do seu tempo, nele se envolvendo como um atleta em Atlanta na bandeira brasileira. Escreveu ele: O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente. Sua poesia tende ao sentimental, ao ideológico e ao erótico. O poema Mãos dadas anuncia a utópica e festiva solidariedade humana. Como o cinema de Hollywood dos anos 40, seus melhores poemas não esquecem o leitor. Sabem que ele existe, que está lá, na poltrona e sob a luz do abajur, à espera. Seus poemas mais felizes flertam com o leitor, piscam para o leitor, como um ator cônscio (ou em busca) da sua popularidade." SILVIANO SANTIAGO |