SONETO
II
Necessito
de um ser, um ser humano
Que
me envolva de ser
Contra
o não ser universal, arcano
Impossível
de ler
À
luz da lua que ressarce o dano
Cruel
de adormecer
A
sós, à noite, ao pé do desumano
Desejo
de morrer.
Necessito
de um ser, de seu abraço
Escuro
e palpitante
Necessito
de um dormente e lasso
Contra
meu ser arfante:
necessito
de um ser sendo a meu lado
Um
ser profundo e aberto, um ser amado.