Tant         Mario Faustino
 
Mario Faustino (1930-1962)
      SONETO II 
       

      Necessito de um ser, um ser humano 
      Que me envolva de ser 
      Contra o não ser universal, arcano 
      Impossível de ler 
       

      À luz da lua que ressarce o dano 
      Cruel de adormecer 
      A sós, à noite, ao pé do desumano 
      Desejo de morrer. 
       

      Necessito de um ser, de seu abraço 
      Escuro e palpitante 
      Necessito de um dormente e lasso 
       

      Contra meu ser arfante: 
      necessito de um ser sendo a meu lado 
      Um ser profundo e aberto, um ser amado.

 
 
 
Poesia