POEMA OBLÍQUO
Fernando Fábio Fiorese Furtado a tarefa
até o fim adiada
revolve o mesmo bolso
a mão esquerda empena
a direita entorna
pouco para um horizonteem algibeira vazia
relógio desanda
um manual de verticais
os modos de saber
são modos de adoecer:
manuseá-los não cura
e nada que escreva
o remédio apura
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