Francisco Alvim "Elefante"

por WILMAR SILVA

- Rio "Francisco" Alvim onde se mergulha com a sede de elefante, fluxo de minas gerais, no fosso, a foz "Elefante" revela o corpo-ânima de algo selvagem, espécie de fôlego ancestral impresso no signo "Elefante" - o mundo-todo dentro do animal que parece carregar o mapa-mundi do velho mundo até a via-láctea do novo mundo, a voz retida de sono acordado, poema verte-vermelhando no sussurro, além das terras do cerrado, rediviva, a palavra é mais que pele, é sangue, é palavra ferida de existência,o poeta falando por ele próprio não apenas ele próprio, alvo calígrafo da geografia da América que transgride o lugar, o nome do pau-poema é Brasil, a lenha no papel é a língua do poeta e também o iceberg-ilha, por fim-início, 7 extrações de "Elefante" através da cantaria de Francisco Alvim, para o olho, o ouvido, para soar igual vento na terra :