O poeta, tradutor e ensaísta Haroldo de Campos, morto hoje em São Paulo aos 73 anos, lançou o movimento de poesia concreta em 1956.

Nascido em 19 de agosto de 1929, em São Paulo, Haroldo de Campos formou-se em direito pela Universidade de São Paulo em 1952, mesmo ano em que fundava, com Augusto de Campos e Décio Pignatari, o Grupo Noigandres, de poesia concretista.

F. Accorsi/Folha Imagem

Haroldo morreu por falência múltipla de órgãos

Entre 1956 e 1957, participou do lançamento oficial da poesia concreta na 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, no MAM/SP e no saguão do MEC/RJ.

Em 1958, publicou o plano-piloto para poesia concreta, com Augusto de Campos e Décio Pignatari.

Nos anos seguintes, trabalhou como tradutor, crítico e teórico literário, além de professor do curso de pós-graduação em comunicação e semiótica da literatura na PUC/SP.

Desde 1950, publicou mais de 30 livros, como "A Máquina do Mundo Repensada".

Em 1992, ganhou o Prêmio Jabuti de personalidade literária do ano. Em 1999, o Prêmio Jabuti de poesia foi conferido para seu livro "Crisantempo: No Espaço Curvo Nasce Um" (1998).

Considerado o "mais barroco" dos concretistas, Haroldo de Campos tem sua obra poética intimamente ligada ao movimento.

A crença em uma "crise no verso" o levou ao experimentalismo, à busca de novas formas de estruturação e sintaxe, em curtos poemas-objeto ou longos poemas em prosa.