
Julio
Saens
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Gene 04
João
Fernandes Filho |
"mariposa-preta se esvoaça, vespera agouro"
a CegaAvó em sua algaravia, sua grulha,
sua merdurina entranhada, por revelhos
ranços, de encruados encardidos, mas
é besunto-cascalho que lhe animanutre,
pedregulho que se mastiga no maxilar,
encordoares de fedores luciferinos, a
CegaAvó, Sibila-Sebo, por enviesada
regurgita sua toada-treda e aniquila!
sim, esgruvinha! esganiça qualquer
broto de portento, com seus guinchados,
Sibila-Sebo, CegaAvó, aninhada nos quiabentos;
encoivarada em sua cama-de-quiabento
aCegaAvó premune suas pragas "o ladrilho
vermelho gástrico da casa-corpo é o
desatino deveras fato; pelos pórticos ao
atravessares verás em seus pilares:
encarquilhada num rebuço, a Loucura,
espichando o pescoço, os verdes veios
estufam, sua crueza é um degrado;
num dos pilares o corpo-unha, onde na
córnea a imundície fundou feudos,
Usura-Ranho que apura fel, se abonares;
essa, que dispensou pilares e despojada,
descalça se achega clara como desgraça,
raça-sarcasmo, essência-sarcoma, trapaça,
sim! a pereba-herdada! inescapável, por
placentária; essa, mais doída porque da
casa; a que dispensou pilares, nem Loucura
nem Usura, é rachar em riso o abortado,
por imperdoável," em pausa de engasgo, pela
grulha aCegaAvó desenruga a suja-cara
num estremunho de sacode molambos,
a fedentina que seu ciscado alvoraça
requeima o ar, entre cuspos e barrufos,
ela, grés-gretada, o ambiente encatarra;
essa, Sibila-Sebo, entre aleijões acamada,
aCegaAvó, por parideira, desovou velhacos,
sugafumo, cuspoalaga, babuja e baba
suas lástimas "essa, a raça-carniça, é quem
conchava, fomenta a esfola, futrica a empala,
perpetuapus a sua estada, por possessa,
essa, armenga a presepada, arenga chagas
onde o tempo-estrupício nem tocara, essa uma,
sua chalaça é encarniçada, destroça estares,
avança, por Usura-Loucura tangida, esbagaça,
tritura, onde tenros brotos bestas berilam;
é tempo-catrevage que a circunda, prenúncio
de que a corja-cancro nas cercanias circula,
precipitampestes, pesticidam fontes, fuleiram
ofarto, e da borra, do inaproveitável, peneiram,
cessam, o que já de todo restolhável, quer o que
moído exauriu-se esgotado, ser-sarcomença
que quanto mais engole tanto mais fareja",
ressona aCegaAvó, Sibila-Sarna, por ressecada
a pele das pálpebras estala, pestaneja e azeda
eflúviosflatos nas caladas, xexelenta na coivara,
múltipla de milênios, pragueja enquanto apaga;
pernoita pra despertarafrontas, por perdulária
"é tempoentreva de raizrezinga, é boiz no bote
pros rasantes das rapinas; (sim, por libertárias,
vãopraforca, as rapinas, do que vis encastoadas);
berrosobuses do ânus esguicha, a monstrenga,
espéciepregressa, essa, que da queda resultara,
alíssima, onde sua saliva enseba nada mais viceja,
dessuporta sua presença, essa, de cear a ninhada,
malíssima, enterra tudo até a venta, e desventra
o que tenta traduzir sua semente, serabscesso
que abre sua sandice no corpocatarse, no
espaçoperda cristaliza seu carmacarniça, abre
sua dor na feira pra que seja comprada, e agrada a
patuléia que aplaude seus estrebuches e esgares",
Sibila-Sebosa, aCegaAvó, do esterco devotada,
em sua fronha-fudum afundada, remói seu ranço,
na treva do seu vácuo inflama em fezes e fala
"essa, dádivaodiada, se masturbam com suas
maçasmarradas, azougueazar que nas
tripas, dessa dádivaodiada, escarafuncha,
nas dobras das dores regouga seus rancores,
e volta a caça, do que vibra, do que grassa;
do que menos mostra, dádivaodiada, regaça;
essa, estressapurga, corpocagaço, avariaverbo,
biobagunça, que se tolera em debruns de
embaraço, essa, que possessa prossegue em
tinhosatara, nuncanunca que se estancara,
por mais devastada, tascatasca, por verminosa
se compara: tumor que no tutano se alojara",
anginosa, aCegaAvó, Sibila-Sebosa, se encalacra;
sua grulha, algaravia, a fedentina, merdurina,
seu bofebile, sua sânie, seu saltério, a sua inhaca.