A uma serpente
na apoteose mítica dos templos
a estrutura gótica das catedrais.
A uma serpente
na insana glória de seu ventre
a incerteza de quem se vai.
Ao fenecer das esperanças
o rastejar de quem caiu.
Aos pináculos das alturas,
meu grito de herói,
meu sangue guerreiro,
minha voz de poeta,
o chocalhar de teus guizos,
o canto de meus cisnes
azuis
azuis.
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