Orides
FontelaOs versos abaixo são do livro TEIA, de Orides Fontela, lançado pela Geração Editorial O prefácio é de Marilena Chauí e a orelha do editor Luiz Fernando Emediato. No final há também textos de José Castelo, Rodrigo Garcia Lopes, Mário Sabino, José Maria Cançado e Antonio Cândido, com este último afirmando: "Uma poesia diáfana mas densa, alada e cheia de peso, onde um vocábulo como pássaro pode assumir significados da mais poderosa vitalidade; onde a pureza incontaminada do espelho pode virar signo de drama e tormento". Orides Fontela morreu no dia 2 de novembro de 1998. No final da página há um link para ORIDES, artigo de Donizete Galvão.
Sempre é melhor
saber
que não saber.
Sempre é
melhor
sofrer
que não sofrer
Sempre é
melhor
desfazer
que tecer
(mas haverá outra forma
de ver?)
Foi de poesia
lição
primeira:
"a arara morreu
na
aroeira".
I
O boi é só. O boi é
só. O
boi.
II
Que século, meu Deus! disseram
os ratos.
III
Perdi o bonde
(e a esperança), porém
garanto
que uma flor nasceu.
IV
Ôpa, carlos:desconfio
que escrevi um poema!
Leia um artigo de DONIZETE GALVÃO sobre Orides Fontela