Ele vinha cambaleando pela rua, destino certo, onde será que ele iria?
Seu nome era Tontinho. Não, não era apelido. Todo mundo só o conhecia por esse nome.
Sua vida era um livro aberto sem mistérios, sem grandes coisas. Apenas se sabia que ele
era proprietário de um barraco lá no morro do Salgueiro, era casado com Maricota, que
era lavadeira e costureira e que era ela quem sustentava a casa e os vícios de Tontinho.
- Vê se toma vergonha na cara, Seu Tontinho,
senão qualquer dia eu te largo e dou sumiço.
dizia a negra forte, de lábios grossos e de dentes muito brancos, que aos poucos
estavam ficando amarelados pela nicotina do cigarro. Tontinho cambaleava, virando-se para
ela, dizia: - Guenta as pontas, nêga. Eu vou arrumar um emprego e vou te dar uma vida de
princesa. dizia ele, soltando um beijo para aquela mulher que era a razão de sua
vida, por dois motivos: era a mulher amada e seu ganha-pão. Ela apenas dizia em altos
brados: - Some daqui, seu nego beberrão. Vai fazer três anos que você me diz a mesma
merda e nunca muda de vida. Entra ano e sai ano e a burra de carga aqui, nessa bacia de
roupa ou com as costas doendo de tanto ficar cosendo na máquina. Vá-se embora, antes que
eu perca a paciência e o curo desse ferro com essa água de sabão e sanitária.
- E Tontinho ia pelas ruas da cidade perguntando
a quem passasse: - Ei, você não tá precisando de empregado não?
Olha, eu sei fazer muita coisa... e não terminava, pois a pessoa já estava indo
longe e alguns até xingavam uns nomes de arrepiar os cabelos sem henê de Maricota, se
ela os ouvisse.
E a vida continuava. Tinha festa lá no morro, ensaio de escola de samba. Estava perto do
carnaval e lá no morro tudo era motivo para festa e onde havia festa, lá estava
Tontinho, pois onde já se viu festa no morro sem um capeta (cachaça) pra esquentar.
Tontinho já tinha tentado ser muitas coisas na vida: engraxate, garçon, lixeiro,
sapateiro, vendedor de ferro velho, carpinteiro e etc... mas, a vocação dele era ser
passista da Escola de Samba do Salgueiro. Esse era o sonho de Tontinho desde que era
rapazola. E ia a todos os ensaios da Escola só para aprender a dançar no compasso do
samba. A cuíca gemia, o pandeiro chorava, os tambores pulavam e Tontinho dançava, sem
dispensar a sua fiel amiga e companheira: a cachacinha debaixo do braço. Ele dançava,
dizendo já de ferro: - Esse ano tem jeito não. O Salgueiro vai ser campeão. E
dançava no meio do povo. Tirava as mulatas pra dançar, um verdadeiro mestre sala,
trazendo como porta-estandarte, a capeta, como ele chamava. Até que dava três da manhã,
Maricota acordava. Conseguia dormir porque já estava acostumada a dormir com toda aquela
algazarra. Olhava pro lado da esteira, não via Tontinho, mudava uma roupa qualquer e ia
pro meio do povo. Pegava Tontinho, que já estava caído e levando mil pisadas daqueles
negros que deixavam de comer para comprar fantasia. Maricota era uma negra falsa, pois
detestava samba. Jamais soubera se requebrar, como todas as moças de sua época sabiam
encantar quem as visse dançando. E ao chegar perto do barraco, molhava a cara dele com a
água do poço, que já deixara preparada antes de sair à procura do mestre sala
frustrado. Depois o levava para dentro e o deixava dormir. E dormia também, cansada pelo
dia inteiro na bacia de roupa. Levantava as mãos pro céu agradecendo a Deus por não ter
filhos, pois se os tivesse, estaria naquele momento, pedindo a Deus a morte.
E no dia seguinte, o domingo se fazia cheio de sol. Tontinho pegava a única coisa de
valor que tinha: sua bola de couro e ia pro campo. Saía de casa com os ouvidos cheios de
broncas de Maricota. - Pobre Maricota, mas eu vou dispensar meu futebolzinho pra ficar em
casa ganhando bronca? Afinal, hoje é domingo e é dia de se divertir. dizia ele.
Mas então, por que Maricota também não ia se divertir? Porque ela só ficava ali
naquela bacia de roupa, que fosse domingo ou segunda? Pensando daquela maneira, Tontinho
largou a pelada e chegou perto de Tadeu, um negão alto, que era mestre sala da Salgueiro,
para pedir um cigarro e elogiar as manobras do passista. Depois, saiu e foi sentar-se na
beira do campinho, para ver a molecada jogar. Não tinha vontade e nem forças para
correr. Pra que então ficar ali no meio daqueles bestas, atrapalhando, ao invés de
ajudar? Então ele pensou em Maricota. Só ela trabalhava, só ela se esforçava pra ter o
pão de cada dia, só ela se cansava, só ela ia dormir tarde e acordava cedo. O que ele
estava fazendo ali? Só estava atrapalhando, comendo o pão que ela, somente ela tinha o
direito de comer, bebendo a água que só ela tinha o direito de beber, mas não fazendo
uma coisa que só ele tinha o dever de fazer: dar o sustento àquela mulher de ferro.
Tontinho levantou-se do gramado, pegou a bola de couro e foi embora, deixando os amigos
dele com raiva, pois Tontinho era o único que tinha bola de couro nas redondezas. Mas nem
as reclamações dos amigos Tontinho escutou. Ele apenas escutava o que a sua consciência
lhe dizia.
"- Pô, Tontinho, vê se arruma um emprego, vai ser lavador de hospital, vendedor de
garrafa, moleque de recado, mas não deixa sua Maricota morrer não. ela vai acabar
morrendo de tanto trabalhar e pra te sustentar. Vê se te enxerga, sô, ou então vai
embora do barraco."
Aquela sentença que ele mesmo leva para si, não precisaria passar daquele dia. Ele sabia
que não iria conseguir emprego, nem no dia seguinte, nem na semana seguinte e nem no ano
seguinte. Chegou em casa pela primeira vez num dia de Domingo, sem cheiro de álcool na
boca murcha e velha, num homem que poderia ser novo, se não fosse a Capeta. Tinha apenas
40 anos. Entrou, guardou a bola num canto do barraco, sentou-se no chão e começou a
olhar para Maricota, que pisava agilmente na máquina de costura para que ela não parasse
de trabalhar, pois como ela, já deveria estar supercansada. Quando ela notou que estava
sendo observada, olhou para trás e disse espantada:
Cê tá doente, Tontinho?
Nunca tive tão bão. disse ele, arrancando
uma palha de esteira,
botando na boca.
- Então algum bicho te mordeu, ocê nunca
ficou aqui me espionando.
- Né nada não, Cotinha, continua seu
serviço.
- Ai, ai, cê tá doente memo, Tontinho, acho
que vou pedir o termômetro à Dona Lolô.
Desde quando ocê me chamou de Cotinha?
Esses dengo foi só até casar, depois...
- Já falei, mulhé, eu num tô doente não. Eu quero é te falar uma coisa importante.
- Pode falar. Eu só quero vê o que um
beberrão como ocê tem de tão importante pra falar.
- Cotinha, eu vou embora.
Fez-se um silêncio total. Maricota ficou muda. Tontinho abaixou a cabeça, logo depois
ele se levantou, pegou apenas alguns farrapos de roupa, pôs num pano, fez uma trouxa e
sem falar nada, nem uma palavra com Maricota, ele abriu a porta e se foi. Passado alguns
minutos, Maricota saiu feito uma louca gritando pelo morro todo:
- Tontinho, Tontinho, vai embora não.
Fica aqui comigo, Tontinho. Sua nega num vive sem ocê. Volta... volta...
Ela foi se abaixando aos pouquinhos na grama, não contendo o choro.
Apesar de toda a malandragem, ela amava aquele homem que tirava dela, o pão e a comida.
Só se levantou dali quando Tadeu, o negão da Salgueiro, levantou-a pelo braço,
perguntando o que tinha acontecido. Não tendo ninguém para consolá-la, ela resolveu
desabafar suas mágoas naquele ombro de aço de Tadeu. Nisso, sai Tontinho do meio de um
matagal, gritando:
Ei, que negócio é esse? Nem bem saí de
casa e ocê já tá dando em cima da minha nega, compadre?
- Espera aí, eu não estou dando em cima de
ninguém não...
- E cala essa matraca que só canta desafinado. Anda, vai andando e depressa...
Tadeu fez menção de dar umas bolachas na cara de Tontinho, mas, ao olhar para Maricota,
ele viu nos olhos dela que ela não queria que o fizesse.
- Que bão que ocê voltou, Tontinho! disse Maricota, abraçando o marido.
- Calma, Cotinha, o caso aqui é pra home,
mulhé não se mete. Chega pra lá, depois a gente conversa. Como é, ô meu? Tá com medo
de levar umas boas?
Novamente Tadeu fez menção de bater em
Tontinho e mais uma vez, Maricota interferiu.
- Não, por favor, não bate nele não. Não vê
que ele tá bêbado?
- Eu bêbado. Sai pra lá, Cotinha, senão ocê
vai apanhar também! - disse Tontinho,
preparando para dar um soco.
- Vamo pra casa, Tontinho. Ocê agora vai ter
que brigar é comigo! Vamo logo, antes que
eu perca a paciência, ouviu bem? disse
Maricota aos berros. Como desobedecer
àquelas ordens? Na mesma hora, Tontinho
pegou a trouxa que se encontrava no chão,
se apoiou em Maricota e foi pra casa com
ela. Chegando em casa, a feição de mulher
de ferro sumiu do rosto de Maricota, que
agradecida a Tontinho por não ter ido
embora, abraçou-o e beijou-o como há muito
não fazia.
Ocê ia memo embora, Tontinho?
perguntou ela, acariciando aquele rosto
molhado de suor, misturado com cachaça.
- Ia sim, Cotinha. Mas ao descer o morro,
ouvi seus berros e não tive coragem.
- Mas por que ocê ia embora, meu
beberrão? Aqui ocê não tem teto e comida?
- Por causa disso memo é que eu ia embora. Num agüentava mais vê ocê trabalhando e eu
vagabundeando. Ninguém me dá emprego, Cotinha. Eu canso de pedir na rua, mas ninguém
dá.
- Meu Tontinho. disse ela, beijando-o outra vez.
Naquela noite, eles se amaram até a lua desaparecer atrás do morro do Salgueiro. Tudo
silêncio, tudo paz. Somente o barulho do cantar dos grilos, o coaxar dos sapos e as
respirações ofegantes de Maricota e Tontinho se confundindo com o quebrar das palhas da
esteira.
O dia de segunda-feira amanheceu chuvoso e por isso Maricota não lavou roupa. Tontinho
não saiu de casa e por isso pediu a Maricota que ensinasse ele a coser a roupa que
precisava só de costura de mão. E assim eles passaram o dia, costurando e muitas vezes
paravam de fazer algo e ficavam se olhando minutos a fio, como se estivessem se
descobrindo agora. Maricota ganhou um dinheirinho extra e comprou um tergal para fazer um
terno pra Tontinho, pra ver se melhor vestido, ele encontrava emprego. Maricota levou uma
semana para fazer o tal terno e um dia, quando estava terminando de fazer a bainha na
perna da calça, era bem cedinho, ela sentiu uma vontade imensa de vomitar. E por aí foi,
todos os dias, ao se levantar, sentia aquele mesmo enjôo e botava tudo pra fora. Dias
depois, Maricota ficou sabendo que estava grávida. E agora? Mais uma boca, leite que
custa tão caro. Tontinho ficou contente. Nunca tinha sido pai. Agora mais do que nunca,
tinha que arranjar emprego. Comprou uns pacotinhos de Q-suco e fez picolé pra vender. O
dinheiro não era muito, mas aos poucos, Maricota foi comprando as fazendinhas e fazendo o
enxoval do bebê. Era simples, apenas com alguns bordados que Maricota fez com muito
carinho. Tontinho conseguiu comprar frutas e já fazia picolé sem ser água pura. Mais um
dinheirinho entrava. Tontinho queria ver se levava Maricota para ter o bebê no hospital,
mas era muito caro. A única parteira que tinha lá no morro estava doente. No dia 12 de
março bem cedinho, Maricota começou a sentir as dores do parto. Tinha chegado a hora.
Maricota gritava, sentia mil dores. Dona Lolô saiu do barraco e foi procurar um médico
que fizesse o parto de graça. Enquanto isso, o filho de Tontinho saía do ventre de
Maricota. Ela, como sabia alguma coisa sobre parto, ia orientando Tontinho. Nasceu o
bebê. Quem fez o parto foi Tontinho. O médico que havia chegado um pouco antes, havia
assistido com que coragem aquele pai cortava o cordão umbilical do filho, tirou a
placenta e deu o bebê a dona Lolô. Maricota estava feliz, apesar do sofrimento e da
falta de materiais e medicamentos. O médico terminou o serviço e elogiou a coragem de
Tontinho.
Quando Maricota já estava dormindo, o médico convidou Tontinho para trabalhar no
hospital dele como servente. A alegria de Tontinho aumentou. Segurou o filho no colo e o
chamou de Salvador. Sim, ele veio ao mundo salvar Maricota e Tontinho da miséria.
Assim como todo herói, Salvador morreu no dia 23 de abril. Morreu de crupe. Maricota já
não era a mesma de antes. Para não pensar na morte do filho, Tontinho trabalhava o dia
todo e não podia ficar em casa para consolar Maricota, que aos poucos ia definhando no
trabalho, quase não comia e um dia, quando Tontinho chegou em casa, encontrou Maricota da
cama. Uma febre tão alta que só ao se chegar perto se sentia a quentura. Tontinho foi
correndo chamar o médico e na volta, Maricota vomitava sangue. O médico fez tudo que
pôde. Na ida para o hospital, Maricota morreu. Morreu pronunciando o nome de Tontinho e
de Salvador. Era isso, ela não sabia se ficava aqui para ajudar o seu Tontinho ou se ia
pro céu pra cuidar de Salvador.
Tontinho trabalhou feito um burro de carga naquele final de ano e comprou uma fantasia pro
carnaval. Ele ia ser passista da Salgueiro, mestre sala, com uma bonita porta-bandeira,
com uma música de sucesso. A Salgueiro ia vencer o carnaval, ele sabia.
À noite, no barraco, ele olhava a máquina de costura de Maricota e sentava nela e
punha-se a pedalar. Pregava os paetês e as miçangas como um profissional e bebia com
fúria a sua capeta, que agora nem tinha mais sentido. Parecia que só tinha sentido beber
quando Maricota ia buscá-lo no ensaio às 3 da manhã e vivia reclamando com ele,
chamando-o de beberrão.
Que dias felizes ele tinha passado junto com Maricota, aquela mulher de ferro e fibra, de
meiguice e estupidez, de amor e de ódio. Ficava horas e horas relembrando suas noites de
amor com Maricota, o cantar dos grilos, o coaxar dos sapos e as palhas da esteira se
quebrando pela violência daquele amor que os unia, daquela vontade imensa de possuir a
única coisa que ele sabia que era realmente sua, mas que agora não mais existia.
O carnaval chegou. Tontinho não sabia o que era comida. Vivia o dia inteiro ensaiando,
bordando, cantando a música da escola, bebendo sua capeta e lembrando de Maricota. Ah! Se
ela o visse desfilando na avenida. Ela ia morrer de orgulho do Tontinho dela. A Salgueiro
ia vencer, ia vencer em homenagem à Maricota e Salvador.
Tontinho bebeu até o último instante. Chamaram o nome da escola e ela se prostrou na
avenida. Mil aplausos se ouviam e gritos estridentes se confundiam com as vozes dos
cantores da música da escola. Tontinho bailava no asfalto com graça e era aplaudido.
Quando de repente, ele olhou para a porta-bandeira e viu Maricota no lugar de Olívia. Ela
sorrindo, dançando divinamente. Depois, a imagem fugia e surgia Olívia de novo. Depois,
via Maricota lá nas arquibancadas com Salvador no colo e aplaudindo a escola em desfile.
O desfile acabou, a escola ganhou e Tontinho foi à procura de Maricota e Salvador, que
ele teimava em admitir que estavam no meio do povo. Já bêbado, ele cambaleava daqui e
dali e via seus dois entes queridos para onde quer que olhasse.
Foi pra beira do asfalto, os carros passando e ele tentando pará-los, pois cada um que
passava, mostrava dentro deles a imagem da mulher amada e do filho querido. Daqui e dali,
gritava o nome da mulher e os carros continuavam passando, fazendo tudo para não
atropelá-lo. Sua fantasia tão linda tinha virado lixo, puro lixo. O rosto molhado de
suor e de cachaça, os braços e as pernas sangrando dos tombos que levava ao cair, até
que um fusca cheio de gente passou correndo, voando e levou a alma de Tontinho com ele.
Tontinho caído no asfalto e a escola desfilando mais uma vez, pois ela tinha sido campeã
do carnaval e a música feita por ele e Chaveco, premiada.
Enquanto a Salgueiro ganhava o carnaval, Tontinho ganhava algo mais do que isso. Ele
ganhava a vida eterna.
"Angústia, solidão, um triste adeus em cada mão lá vai, meu bloco vai, só
desse jeito é que ele sai na frente sigo eu, levo um estandarte de um amor um amor que se
perdeu no carnaval, lá vai meu bloco e lá vou eu também, mais uma vez, sem ter ninguém
no sábado e domingo, segunda e terça-feira e quarta-feira vem e o ano inteiro é todo
assim por isso quando eu passar, batam palmas pra mim."
E os anjos bateram palmas pra ele, Tontinho, casado, pai e brasileiro e como eterna
vocação: mestre - sala da Salgueiro.
Rogério Salgado é natural de Campos dos Goytacases/RJ. Passou a
infância e parte da adolescência vendo com freqüência, sua mãe tocar piano. Mora em
Belo Horizonte/MG desde 1980 e hoje se considera um cidadão amineirado. Ainda em Campos,
criou o Grupo Abertura de Artes e Estudos, junto com os poetas Fernando Leite Fernandes,
Guilherme Fernandes e Anthony Garotinho, (este último, atual governador do estado do Rio
de Janeiro).
Na década de 80, com Virgínia Reis e Wagner Torres, editou a revista Arte Quintal, uma
das mais importantes revistas culturais que já circulou no país.
Em 1982 publica Tontinho, seu primeiro livro e participa do
movimento que visava impedir que a Fazenda Giannette, na região do bairro Itapoã, em
Belo Horizonte, se transformasse num "Inferno de Concreto", sendo então, um dos
fundadores da Associação Cultural e Ecológica Lagoa do Nado.
Tem trabalhos publicados em jornais do Brasil e do exterior.
Em 1994 teve seu conto "O Falso Autor" adaptado para um dos
episódios do programa Você Decide, da Rede Globo de Televisão.
É o idealizador do projeto In/Sacando a Poesia e Re-In/Sacando
a Poesia, que consistia em colocar poemas dentro de saquinhos de embrulhar
pães nas padarias, merecedor do Prêmio Capital Nacional/1988, em Aracaju/SE
Além de Tontinho, publicou entre outros, os livros: Meu
Íntimo (1984), Lagoa do Nado-Uma luta pela natureza (1984), Jesus
Cristo Cego (1987), Textículos (1989), Meu Romance com Greta Garbo
(1992), Cinzas (1995), Verdes Sons Azuis Co-autoria com Wilmar Silva,
Flávio César Andrade de Freitas, Marcelo Biancallana e Said Oliveira (1995), Depois
de uma dose de gim (1996), Treze canções de amor e amor pra montanha que
vejo (1997), A caminho de Liverpool (2000) e Brincando de representar
co-autoria com Virgilene Araújo (2001),
No ano passado, foi o orientador de pesquisas e editor do livro Uai Poético
Pesquisando as Raízes e Veias Poéticas, de Virgilene Araújo.