"Os poemas de Memória da Chuva, sempre
luminosos, sempre carregados
de uma ambiência espantosamente verdadeira, vivida, como que constroem
um enorme edifício cristalino, transparente, translúcido, onde habita o
vazio, um vazio iluminador, o vazio do que foi, do que não pode mais não ter sido.
Dentro desse vazio há lugar para o amor, para o jocoso, para o mais
transcendente e mais ínfimo dos acontecimentos, pois tudo cabe nessa
estrutura que o tempo desconstrói a cada dia, e que é a nossa síntese final e
nosso verdadeiro rosto". Alexei Bueno