um homem arrasado carrega um enorme cofre às costas. a sua própria natureza
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quem inventou a memória, azedou a polenta da vida
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uma vez achei uma bolinha de gude no miolo de uma jabuticaba vesga
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miolo de fechadura queria ser lápis de São José Carpinteiro
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o universo todo é só parte de um neurônio de Deus
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mães são flautas do sol
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uma vez vi um pássaro que não existe
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espiritualmente o ser humano é um tiranossauro terrestre
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escrevo porque não sei me matar
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figos maduros têm zíperes de açúcar cristal
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uma vez fui a um baile de fantasmas: eles ficaram com medo porque eu era o único
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durante um mês inteiro, fiz regime para emagrecer: perdi 30 dias
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colabore com as autoridades: cometa um crime perfeito
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a urina é o vinagre do corpo
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acompanhe a maioria. ande sozinho
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se não chover hoje de manhã, chove hoje a tarde. se não chover hoje a tarde, choverá
ainda hoje de manhã
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uma vez vi um burro na sombra: era o espelho de minha infância cortada pela metade
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sempre quis morrer jovem. quero ver se faço isso com uns cem anos
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tempestade em copo de água: alka-seltzer
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mais sumido do que fimose de eunuco
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batatinha quando nasce, vira fritas no McDonalds
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para o nosso "sinistro" da Educação, Paulo Renato, Agropecuária é uma
plantação de vacas, e uma das partes do globo é a próstata terrestre
Silas Corrêa Leite, 51 anos, da Estância Boêmia
de Itararé SP, Crítico Social, Educador e Poeta, autor do e-book O RINOCERONTE DE
CLARICE (único no gênero, com 11 contos fantásticos com três finais cada conto) no
site www.hotbook.com.br/int01scl.htm
(foi destaque no Metrópolis/TV Cultura, Caderno 2 do Estadão, etc. e recomendado
como leitura obrigatória na matéria Linguagem Virtual, no Mestrado de Ciência da
Linguagem, da Universidade do Sul de Santa Catarina. Pós-graduado em Literatura, Direitos
Humanos e Jornalismo Comunitário. Ganhador, entre outros, do Concurso Paulo Leminski de
Contos e do Primeiro Prêmio Ligia Fagundes Telles de 2004 (Fundação Mário Covas). Site
pessoal: www.itarare.com.br/silas.htm.
E-mail para contatos: poesilas@terra.com.br
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